A vida de Santa Teresa Benedita da Cruz, Edith Stein
Edith Stein nasceu em 1891, em Breslávia, numa família judaica. Jovem brilhante, dedicou-se à filosofia e tornou-se discípula de Edmund Husserl, destacando-se nos estudos sobre a pessoa e a empatia. Durante anos declarou-se sem fé religiosa, mas continuou procurando a verdade com honestidade. A leitura da autobiografia de Santa Teresa de Ávila marcou sua conversão; foi batizada na Igreja Católica em 1922.
Da universidade ao Carmelo
Edith ensinou, escreveu sobre a dignidade da mulher, educação, filosofia e fé. Com a ascensão do nazismo, foi afastada do ensino por ser judia. Em 1933 entrou no Carmelo de Colônia e recebeu o nome Teresa Benedita da Cruz. Ali não renegou suas raízes: ofereceu a vida por seu povo e procurou compreender a cruz de Cristo como solidariedade com todos os perseguidos.
Testemunha na noite da Europa
Transferida para a Holanda, foi presa em 1942 numa retaliação contra a denúncia dos bispos holandeses ao nazismo. Deportada para Auschwitz-Birkenau, morreu na câmara de gás em 9 de agosto. Filha de Israel, filósofa, carmelita e mártir, ela ensina que a busca sincera da verdade conduz ao compromisso com a dignidade humana, mesmo quando esse compromisso exige tudo.