A vida de Santa Dulce dos Pobres
Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes nasceu em Salvador, em 1914. Desde adolescente acolhia doentes e necessitados na casa da família, que ficou conhecida como “a portaria de São Francisco”. Em 1933 entrou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição e recebeu o nome Irmã Dulce, em homenagem à mãe. Como religiosa, ensinou, evangelizou operários e organizou assistência para quem não encontrava lugar nos serviços públicos.
O galinheiro que virou hospital
Sem recursos suficientes, Irmã Dulce chegou a abrigar doentes num galinheiro do convento. A obra cresceu e deu origem a uma ampla rede de atendimento, hoje conhecida como Obras Sociais Irmã Dulce. Pequena e de saúde frágil, ela percorria repartições, buscava doações e acompanhava pessoalmente os pobres, sem perguntar primeiro por religião ou origem.
O Anjo Bom da Bahia
Irmã Dulce morreu em 1992, depois de décadas de serviço incansável. Foi canonizada em 2019 como Santa Dulce dos Pobres, primeira mulher nascida no Brasil elevada aos altares. Sua vida ensina que a caridade precisa de ternura, mas também de organização, coragem e perseverança. Para ela, cada pessoa abandonada era o próprio Cristo pedindo lugar.