A vida de São Maximiliano Maria Kolbe
Rajmund Kolbe nasceu em 1894, na Polônia. Ainda menino, segundo seu próprio testemunho, sonhou com a Virgem oferecendo-lhe duas coroas: uma branca, da pureza, e outra vermelha, do martírio; escolheu ambas. Entrou para os franciscanos, recebeu o nome Maximiliano e foi ordenado sacerdote. Apaixonado pela evangelização, usou imprensa e rádio e fundou a Milícia da Imaculada e o grande centro de Niepokalanów.
Fé no meio da propaganda e do ódio
Durante a ocupação nazista, o convento acolheu refugiados, inclusive judeus. Kolbe foi preso e enviado a Auschwitz. Em julho de 1941, após a fuga de um prisioneiro, dez homens foram escolhidos para morrer de fome. Quando Franciszek Gajowniczek chorou pela esposa e pelos filhos, o frade deu um passo à frente e ofereceu-se para ocupar seu lugar.
Uma vida entregue por outra
No bunker da fome, Kolbe sustentou os companheiros com oração até ser morto com uma injeção em 14 de agosto. Gajowniczek sobreviveu à guerra. Canonizado como mártir da caridade, Maximiliano mostra a resposta cristã aos sistemas que transformam pessoas em números: reconhecer o valor irrepetível de cada vida e escolher amar quando o ódio parece ter a última palavra.