A vida de São Pedro Claver
Pedro Claver nasceu em 1580, na Catalunha, e entrou na Companhia de Jesus. Enviado à América, chegou a Cartagena das Índias, importante porto do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas. Ali conheceu o trabalho do jesuíta Alonso de Sandoval e decidiu dedicar seu ministério aos africanos desembarcados em condições desumanas.
“Escravo dos escravos para sempre”
Durante cerca de quarenta anos, Claver ia aos navios levando água, alimento, remédios e intérpretes. Entrava nos porões, cuidava dos doentes, ensinava a fé e defendia a dignidade daqueles que a sociedade tratava como mercadoria. Seu serviço não eliminou a estrutura escravista de seu tempo, mas tornou-se uma denúncia concreta dela e uma presença de humanidade no coração do sistema.
Uma consciência que continua a interpelar
Depois de uma epidemia, Claver passou os últimos anos doente e quase esquecido. Morreu em 1654. Padroeiro das missões entre os povos africanos e da defesa dos direitos humanos, ele convida a Igreja a não permanecer distante das feridas produzidas pelo racismo e pela exploração. A caridade verdadeira aproxima-se, toca a dor e trabalha para devolver nome e dignidade a quem foi desumanizado.