A vida de Protomártires do Brasil
Os Protomártires do Brasil são trinta cristãos identificados entre muitos outros mortos em dois episódios ocorridos no Rio Grande do Norte, em 1645. A região vivia sob domínio holandês e em meio a graves conflitos políticos, militares e religiosos. Eram sacerdotes, agricultores, famílias, homens, mulheres e crianças que pertenciam às comunidades de Cunhaú e Uruaçu.
Cunhaú e Uruaçu
Em 16 de julho, padre André de Soveral celebrava a Missa na capela de Nossa Senhora das Candeias, em Cunhaú, quando a comunidade foi atacada. Em 3 de outubro, outro grupo foi morto perto de Uruaçu, acompanhado pelo padre Ambrósio Francisco Ferro. Entre os leigos estava Mateus Moreira, lembrado pela profissão de fé na Eucaristia. A Igreja preserva seus nomes sem transformar o martírio em justificativa para hostilidade contra qualquer povo.
Sementes da fé brasileira
Os mártires foram beatificados por São João Paulo II em 2000 e canonizados pelo papa Francisco em 2017. São chamados protomártires porque estão entre os primeiros testemunhos de martírio reconhecidos no país. Sua memória reúne clero e leigos, adultos e crianças, e recorda que a fé brasileira foi regada pela perseverança de comunidades inteiras. Honrá-los hoje significa defender a liberdade religiosa, rejeitar a violência e permanecer unidos a Cristo.